Horizonte de Palavras

Porque escrever é olhar além…

Métodos alternativos e sustentáveis para jardinagem são focos de oficina

A paisagista Rachel Giacomoni palestrou sobre jardins sustentáveis

Os Jardins Sustentáveis: oficinas de compostagem e defensivos alternativos, foi o tema do workshop realizado na manhã do primeiro dia da XI Conferência das Cidades, que ocorreu nos dias 7 e 8 de dezembro, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados. A paisagista Rachel Giacomoni Osório ministrou o assunto, que faz parte das discussões sobre novos contextos socioambientais das cidades para o futuro.

O evento abordou a importância das áreas verdes dentro de espaços urbanos, e mostrou os benefícios que elas fazem à sociedade e ao meio ambiente. Os jardins são um dos focos do trabalho da tecnóloga em paisagismo, que realiza o projeto EcoCâmara desde 2004.

A iniciativa consiste numa série de medidas e providências ecologicamente corretas e baseadas em atitudes como a reutilização de materiais e o uso consciente do solo e da água. Segundo Rachel, o cuidado com o jardim adquiriu outro significado, deixando de ser simplesmente um elemento decorativo e passa a ser um modificador social. “Um dos aspectos dele é o financeiro. Tanto que os apartamentos mais caros de Nova York estão em frente ao Central Park”, explica a paisagista.

Outro aspecto adquirido pelo impacto do jardim em áreas urbanas é o do conforto, da qualidade de vida e como espaço de lazer. A tecnóloga afirma que pesquisas internacionais comprovam os benefícios das áreas verdes em meio às cidades, e que são ligados diretamente com o bem estar das pessoas. “Quem trabalha em ambientes agradáveis, com vista para jardins, tem desempenho na performance de melhor eficiência”, aborda.

O projeto “Jardins Sustentáveis”, na Câmara, conta com o trabalho de 35 jardineiros, uma arquiteta e com a gestão de Rachel. A prática sustentável na manutenção dessas áreas, que contam com 210 mil m², é baseada em aspectos sociais, financeiros e ambientais.

Os jardineiros contam com programas de educação e segurança do trabalho, entre eles o incentivo ao combate à dengue. Eles também se adaptaram aos novos métodos de jardinagem, como a reutilização de sacos de café para o armazenamento de mudas e de cabos telefônicos para a amarração de plantas. “A vantagem é que agora a gente reutiliza tudo. Com as novas técnicas, dá mais prazer e é melhor para trabalhar”, afirma Gerivan Fernandes, 35, que trabalha há 13 anos como jardineiro na Câmara.

Com o reaproveitamento dos materiais descartados em outras atividades do órgão, a economia de dinheiro se torna um incentivo. Segundo Rachel, orçamentos anteriores mostram a redução dos gastos. “Eu não tenho como contabilizar o que eu gasto, mas tenho como saber o que eu não gasto. A gente soma efeitos. É o bem estar do jardineiro, da gente, do ambiente. Isso também economiza dinheiro. Isso é sustentabilidade”, diz a gestora.

Com o cultivo de plantas e flores nativas, a manutenção da biodiversidade é garantida em suas várias expressões, levando ao equilíbrio dos ambientes. O resultado disso é a presença de diversas espécies de aves que habitam a região. Pássaros de 170 espécies diferentes foram fotografados por Pedro Carneiro, servidor da casa e biólogo, que desde 2004 registra esses animais em áreas verdes da Câmara. Esse número representa aproximadamente 38% do total de aves já identificadas no DF.

A EcoCâmara é parceira da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e tem acordo com um rede de sementes do cerrado. Conta também com a consultoria do IBRAM (Instituto Brasília Ambiental). O projeto compartilha informações com outros órgãos e oferece oficinas, cursos de horta e atendimento a estudantes. “A gente está aqui para compartilhar”, conclui a palestrante.

Mais informações: Site oficial da XI Conferência das Cidades

Érica Teles

20/12/2010 Posted by | Na Imprensa | , , , | Deixe um comentário

Reciclando dignidade

Reportagem mostra a importância do trabalho dos catadores de materiais recicláveis, que encontram em meio ao lixo sua fonte de renda

Cooperativas exercem uma função que seria do Estado

Fim de show. Sujeira. Restos da festa de uns, viram sustento de outros. As latinhas de alumínio que antes guardavam a alegria, agora guardam a esperança da sobrevivência.  Essa é a realidade de pessoas que encontram nos materiais recicláveis sua alternativa de vida, e transformam as marcas do consumo exagerado em fonte de renda. Isso retrata a diferença social no país, onde a falta de iniciativa governamental, faz grupos de catadores realizarem o trabalho de coleta e reciclagem.

De acordo com o APL (Arranjo Produtivo Local dos Resíduos Sólidos do DF), são recolhidos mensalmente 210 mil toneladas de resíduos próprios para reciclagem. Deste total, 60 mil toneladas são provenientes das residências, e o restante é produzido pelas construções. Entre os principais resíduos encontrados no lixo urbano e que são recicláveis em potencial está o alumínio.

A coleta de latas usadas envolve mais de 160 mil pessoas no Brasil vivendo hoje exclusivamente desta atividade, com renda média de dois salários mínimos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), dentre os materiais reciclados no país, o alumínio continua a ser destaque, com índice de reciclagem que supera os 90% há cinco anos.

Isso mantém o país como campeão na reciclagem de latas, entre os países onde esta atividade não é obrigatória por lei. Com isso, as reservas de bauxita, que geram o alumínio, são preservadas, o que evita o impacto ambiental causado pela exploração mineral.

No DF, assim como em todo o país, alguns catadores de alumínio se reúnem em cooperativas. A Centecoop – DF (Central de Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis do Distrito Federal) reúne 22 cooperativas autônomas de catadores. A valorização humana é prioridade no trabalho, que é baseado na economia solidária. No total, são 3.500 pessoas associadas ou cooperadas, e mais 15 mil que trabalham direta ou indiretamente com a reciclagem de materiais no DF.

Coopativa (Cooperativa Popular de Coleta Seletiva

Com a quantidade de lixo produzida na capital, existe uma concorrência entre as próprias cooperativas. Alguns grupos de trabalhadores procuram as administrações dos locais para ter acesso exclusivo aos materiais recicláveis. “Essa semana fizemos uma reunião com a administração do Sia e da Feira dos Importados para a coleta seletiva. Nessa reunião com o administrador e o SLU (Serviço de Limpeza Urbana) ficou combinado que todo o lixo produzido nessa região virá para nossa cooperativa” afirma Edson da Silva, (47), cooperativado da Coopativa (Cooperativa Popular de Coleta Seletiva).

Cooperativas exercem uma função que deveria ser do Estado. Apenas neste ano foi aprovada a Lei de Resíduos Sólidos, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em agosto deste ano, em Brasília, depois de 20 anos esperando por aprovação no Congresso. A lei institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que regulamenta a destinação final dos lixos produzidos. Entre as diretrizes da PNRS está a proibição do lançamento de resíduos sólidos em praias, rios e lagos, e queimadas de lixo a céu aberto. A política incentiva também a reciclagem e compostagem – transformação do lixo em adubo – e proíbe a coleta de materiais recicláveis em lixões ou aterros sanitários.

Segundo Genebaldo Freire, (62), professor e gestor ambiental da UCB (Universidade Católica de Brasília), a demora para a aprovação do projeto revela o problema. “Um país que demora tanto tempo para fazer isso, mostra ao mundo que é inepto para estar no caminho da sustentabilidade. O Brasil se salva pela iniciativa privada, pela eficiência das empresas e instituições privadas”, critica o gestor.

Autonomia X União

Entre os que se dedicam à reciclagem, estão os cooperativados e os catadores “autônomos”. O trabalho realizado entre eles é praticamente o mesmo, o de separação dos resíduos. A diferença é o lucro obtido pela venda, que depende da força de trabalho de casa um. Os que têm a liberdade de entregar os recicláveis para qualquer sucateiro podem escolher entre os que pagam melhor, e se o preço oscilar, optar por outro resíduo mais rentável.

As condições em que exercem sua função também os diferenciam. Catadores que não possuem carrinho próprio tendem a se submeter aos critérios de um sucateiro, que cede o instrumento em troca de exclusividade na concessão dos materiais. Possuir o próprio carrinho vira status social.

Já os que se unem a grupos, se tornam parte de um trabalho organizado e mais representativo. “Se não houvesse a construção desse processo de cooperativa e associação, nós não teríamos conseguido o Decreto nº 5.940 – que obriga os órgãos públicos a destinar seus resíduos às cooperativas e associações”, afirma Ronei Alves da Silva, presidente da CENTCOOP . Segundo ele, um cooperativado consegue juntar por mês, em média R$ 200, dependendo da sua produtividade.

Barriga vazia, carrinho lotado

O trabalho informal faz parte da rotina de 20 mil famílias brasilienses. Entre elas está a de Gilson Bezerra, 43. Ele colhe materiais recicláveis, como papelão e latinhas, e nos finais de semana vende artesanato junto com a esposa em feiras locais. “A gente vende o material de quinze em quinze dias, às vezes até mensalmente, e dependendo do trabalho dá para ganhar uns R$ 300”, conta Gilson. “Queria aposentadoria, não me deram, não tenho a quem pedir, vou trabalhar enquanto der”, afirma.

Wellington dos Santos,(41), faz e vende artesanatos de latinhas de alumínio

Há quem prefira trabalhar individualmente com os recicláveis. Wellington dos Santos, (41), é morador de rua e vigia carros. Em seu trabalho informal, produz e vende artesanato de alumínio na quadra 405 sul. Nordestino, veio para Brasília há dois anos, e desde então sobrevive como flanelinha e da ajuda de outros moradores de rua. “Começamos com o artesanato, e os clientes gostaram. Então a gente aumentou a produção para conseguir tirar nosso sustento. A gente percebeu que se ficasse só catando as latinhas, nós perdíamos muito tempo na hora do artesanato, por isso que existem os colaboradores”, afirma. Com o dinheiro da venda do artesanato, Wellington consegue juntar entre R$ 35 e R$ 40. “Com esse dinheiro a gente compra nossos alimentos e ajuda nossa família”, conclui.

A solução para a problemática parte de uma série de medidas. Iniciativas privadas e públicas quanto ao destino correto do lixo, envolvimento da comunidade e programas de educação ambiental são possíveis alternativas.

26/11/2010 Posted by | Na Imprensa | , , , , , | Deixe um comentário

Em busca de um nova política

Por Érica Cristine

Após o período de repressão política e social vivido na ditadura militar, estudantes se organizaram e se mobilizaram em busca de seus direitos. Entre eles estava Paulo Tadeu, morador da cidade serrana do planalto central, Sobradinho. Defendendo convictamente o socialismo, começou então uma luta que, após sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), ganharia mais sentido e direção. Apoiando sempre a classe trabalhadora, foi eleito em sua primeira candidatura a deputado distrital em 1998, e a partir daí se destacou devido a sua atuação política na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Em entrevista que antecede às eleições de 2010, em que se candidata a deputado federal, Paulo Tadeu fala de seus ideais políticos e  trabalhos em prol da população do DF.

O senhor começou bem cedo na vida política. O que o levou a seguir essa carreira?

Paulo Tadeu: A vida política é inerente a qualquer cidadão, inclusive àqueles que dizem não gostar de discuti-la. Essas pessoas estão, na verdade, optando pelo status quo, acomodando-se com a situação existente. Além disso, à acepção de “carreira política”, que pode significar uma profissão, eu prefiro enxergá-la como um modo de vida. Nesses termos, posso dizer que encaro a prática da política com a convicção de que uma sociedade socialista é muito melhor do que uma capitalista. Veja que as leis podem servir para manter as desigualdades criadas pela estrutura social institucionalizada pelo Estado. Se nascemos todos iguais, todos temos de ter direito às mesmas coisas, aos mesmos bens e aos mesmos serviços. Ultrapassar esse imenso fosso que separa os que tudo têm daqueles que nada têm parece ser o desafio que a sociedade, mais cedo ou mais tarde, terá de enfrentar. E o socialismo é o caminho para isso.

Quais eram os seus principais ideais políticos na época em que começou a atuar como deputado? Esses ideais permanecem até hoje?

Paulo Tadeu: Sempre tive o socialismo como meu ideal político, associado à defesa da classe trabalhadora. Nada disso mudou nos doze anos de mandato na Câmara Legislativa.

Como representante da população de Sobradinho, cidade onde nasceu, qual foi o primeiro benefício concreto que o senhor conseguiu levar à cidade por meio de sua atuação como deputado?

Paulo Tadeu: Houve muitos investimentos novos não só para Sobradinho, como para o DF como um todo, sempre por meio de emendas ao orçamento do DF. A duplicação da DF-150 obteve  ótima repercussão, pois se tratava de antiga aspiração dos moradores de Sobradinho. Houve uma ampla campanha, envolvendo a população para sensibilizar o GDF sobre a importância dessa duplicação. Até hoje ainda vejo carros com adesivo “DF-150 Duplicação Já!”.

O senhor apresentou vários projetos de lei na Câmara Legislativa. Um deles é que institui o Passe Livre Estudantil. O que essa proposta representou na sua carreira política?

Paulo Tadeu: O passe livre estudantil foi uma bandeira vinda do movimento dos estudantes e encampada por mim na Câmara Legislativa. A Lei que garante esse direito é uma prova de que é possível ao Deputado Distrital fazer leis pensando na população, ou melhor, fazer leis para atender às justas reivindicações da nossa população, especialmente quando organizada nos movimentos sociais.

Qual foi a maior dificuldade durante o processo de aprovação do Passe Livre Estudantil?

Paulo Tadeu: A resistência dos donos dos ônibus no DF, que pensam apenas nos seus lucros, esquecendo que o transporte público é uma concessão do Estado e um direito do cidadão. Enfrentar o poderio econômico deles não é tarefa fácil. E o GDF, infelizmente, se submete à vontade de boa parte deles.

No início deste ano, os estudantes enfrentaram a falta de recarga nos cartões do passe livre. O que provocou esse transtorno? Foi um problema operacional ou falhas na Lei? O senhor imaginava que isso pudesse ocorrer?

Paulo Tadeu: A Lei não continha falhas. O problema era exclusivamente operacional. Não significa isso que a Lei não poderia ser aperfeiçoada. Ao contrário, tanto que fizemos alterações no meio deste ano. E uma dessas alterações foi justamente para acabar com as filas, ao determinar que a recarga dos cartões seja feita via web, como é feito com o cartão do vale-transporte.

A política no Brasil, em especial no DF, sofreu diversas “turbulências” com escândalos de corrupção. O senhor acha que é possível fazer o povo voltar a acreditar nos nossos governantes?

Paulo Tadeu: Sim. O povo espera dos políticos honestidade e competência. Quem age com base nesses pilares não enfrenta tanta rejeição. Aliás, as eleições que se aproximam serão excelente oportunidade para o eleitor escolher melhor seus representantes.

O que o senhor acha do Projeto Ficha Limpa? Se não fosse uma iniciativa popular, acredita que ele sairia do papel?

Paulo Tadeu: É uma Lei que traz avanços reais no processo eleitoral brasileiro. Pode ser vista como o início de um processo de depuração. Mas é preciso avançar mais, porque há inúmeras formas legais de contornar as suas disposições. Veja, por exemplo, o caso do ex-governador do DF. Não fosse a renúncia por causa da “bezerra de ouro”, não estaria ele com dificuldades na Justiça. No entanto, desde 2003, ele sofre processos criminais no Judiciário, mas esses processos não vão adiante. Ou porque dependem de autorização do Legislativo, que nunca dá, ou porque ficam transitando de um para outro lugar por conta da mudança do juiz competente para julgá-lo.

Quanto à segunda pergunta, creio ser mais legítima a lei quando a sociedade se mobiliza para resolver seus problemas. As soluções institucionais têm de vir das ruas e não dos gabinetes. Por isso, acho que a Lei da Ficha Limpa tem mais força. Sua fonte direta foi o povo. Isso é muito importante, é bem mais importante do que as leis feitas sem a presença do povo.

21/09/2010 Posted by | Na Imprensa | , , , , | 3 Comentários

A morte é só o lead

Tudo começa pelo fim. É essa a impressão que se dá ao ler as primeiras linhas de um obituário. Em “O Livro das Vidas: Obituários do New York Times”, da editora Companhia das Letras, a arte de escrever sobre a vida a partir da morte, se mistura com um jornalismo que ressalta pessoas comuns, aquelas que dificilmente conheceríamos numa simples manchete de um folhetim.

Um apanhado dos melhores obituários publicados pelo jornal norte- americano, trazem ao leitor histórias que possuem um real valor, mesmo sendo de desconhecidos.

O jornalista brasileiro Matinas Suzuki Jr., que trabalhou na Folha de S. Paulo por 16 anos e é professor na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, liderou a organização dos textos, e ao fim do livro, relata como funciona a editoria que faz esse trabalho jornalístico e comenta algumas publicações.

A seção não tem muito espaço nos jornais brasileiros. Já no NYT e em jornais ingleses, ela ganhou espaço privilegiado. “A seção de obituários do Times é uma cerimônia de adeus diária de bom jornalismo e uma das campeãs de leitura do jornal mais influente do mundo. Há quem pense que a valorização do obituário pela imprensa de língua inglesa seja um ritual de morbidez, mas isso é uma falsa impressão”, escreve Suzuki.

Os textos possuem um padrão, uma espécie de “lead”, com informações do falecido. Dados pessoais e a causa da morte (informada por alguém próximo, que é citado como fonte) ocupam as primeiras linhas, no máximo dois parágrafos. Casos de suicídio não são publicados, da mesma forma que eufemismos, como “nos deixou” ou “passou dessa para melhor”.

Ao ler os obituários, percebe-se que a intenção é mostrar que cada vida tem seu encanto. Mesmo se tratando de anônimos, é fácil imaginar como aconteceram tais coisas. Como eles viviam e o que faziam se torna extremamente interessante. Claro que nem todos os personagens eram desconhecidos. Alguns ganharam até Prêmio Nobel, talvez por que as informações sobre eles fossem adquiridas mais facilmente.

Entre as histórias que ganharam destaque nas páginas do diário, está a de Anne Sheiber, investidora de ações que doou 22 milhões de dólares para a Univesidade Yeshiva. O curioso é que Anne nunca freqüentou a instituição. Ou a de Harry Rosen, dono do restaurante Junior’s. Seu sucesso veio da criação gastronômica, um cheesecake (uma espécie de bolo de queijo), que atraiu vários admiradores, entre turistas, celebridades e políticos. Durante um incêndio no estabelecimento, alguns clientes gritaram: “Salvem o cheesecake!”. Outro personagem foi Meyer Michael Greenberg, que durante 30 anos distribuiu luvas para desabrigados durante o inverno norte-americano. Um ato singelo, mas que ajudou várias pessoas a encarar o rigoroso inverno estadunidense.

Alden Whitman, editor que revolucionou a seção de obituários de NYT, imortalizado por Gay Talese como o Senhor Má Notícia (em perfil incluído na coletânea Fama & anonimato) também foi para lá em 1964. Ele dizia que “um bom obituário não é uma biografia, é uma polaróide da vida”.

O Livro das Vidas é um panorama de diversos acontecimentos do século 20. Detalhes sobre a guerra do Vietnã, a corrida espacial, o crescimento urbano, a II Guerra Mundial, o surgimento dos computadores, a AIDS são facilmente identificadas ao longo de suas páginas.

Ao fim da leitura, concordar com a afirmação de Bill Mcdonald, atual editor do Times, é fácil. Ele diz que “os melhores obituários são aqueles que nos falam de pessoas sobre as quais nós nunca tínhamos ouvido falar antes e nos deixam chateados por não termos tido a chance de conhecê-las”. A nostalgia leva exatamente a esta sensação.

08/09/2010 Posted by | Opinião | , , | 3 Comentários

Des(Ilusão)

Definição de “desilusão”: Burro é você que ainda espera algo de alguém!

“Feliz do homem que não espera nada, pois nunca terá desilusões.” Alexandre Pope

Cachorrinho desiludido. Não tinha ração na sua vasilha. =/

Se desiludir é a coisa mais fácil que existe. Não costuma acontecer com as pessoas que você conhece, mas sim com aquelas que você pensa conhecer.

Entre as coisas que me deixam verdadeiramente frustrada, a desilusão talvez seja a maior delas. Não vou dizer que nunca li frases como: “Ilusão não mata, ensina a viver”, ou então “a melhor maneira de não se iludir com alguém é não esperar nada dessa pessoa”. Ok! Falar assim é bem fácil e simples. Mas o que me deixa irritada é que não é primeira vez (nem será a última) que quebro minha cara com a atitude das pessoas.

Amigos, familiares, amores… Todos um dia irão te decepcionar. Desculpa se destruí suas expectativas de achar alguém perfeito! Esse mundo tão cheio de coisas superficiais acaba nos deixando desacreditados de (quase) tudo. Parece que todo mundo já está meio vacinado contra isso, mas não é bem assim. O ser humano apesar de toda experiência,(ou falta dela) uma hora ou outra aposta em alguém. Cria sim expectativa. É natural. Entre esperar algo de alguém e investir na bolsa de valores do Cazaquistão, invista na bolsa! FATO! É menos risco, sabe?

Mas calma aí… Qual o problema em acreditar nas pessoas? Você só tem dois caminhos: Ou acerta ou se ferra de uma vez, pra variar.

No final das contas, a esperança é a última que morre. Ah váaaah! Minha avó acreditava nisso. Não leva isso a sério ok?

“A desilusão é a visita da verdade.” Chico Xavier

19/07/2010 Posted by | Crônicas | Deixe um comentário

Conhecimento Pirata

Lei de Patentes não beneficia povos da floresta em estudos naturais

 O conhecimento de recursos genéticos de comunidades indígenas e de agricultores, muitas vezes é apropriado por instituições que buscam o controle e a manipulação de tais conhecimentos. Isso pode ser caracterizado como Biopirataria. Além de sofrer com o contrabando de várias formas de vida da flora e fauna, essas populações são lesadas por não receberem economicamente com essas pesquisas e com a exploração dos recursos.

O bem coletivo representado pela sabedoria dos povos tornou-se um produto, objeto de transações comerciais, devido à facilidade de patentes internacionais que reconhecem e registram essas informações. Segundo a Convenção da Diversidade Biológica (CDB), a ECO-92 estabelece princípios e normas que devem controlar o uso e a proteção da biodiversidade biológica em cada país signatário.

Quando se pensa em patente, logo vem à cabeça a idéia de apropriação de saber intelectual, e o registro dele. De acordo com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi), o conceito de propriedade intelectual é uma expressão genérica para garantir a inventores ou responsáveis por qualquer produção do intelecto o direito de receber, pelo menos por um determinado período de tempo, recompensa pela própria criação. Por enquanto, os conhecimentos tradicionais ainda não têm propriedade intelectual. Portanto, ficam de fora da legislação e normas de Direito Autoral.

Mas o que se diz quando os conhecimentos provêm de algo da natureza, o que teoricamente é um bem de toda a humanidade? Os recursos naturais servem de base para estudos de cunho medicinal e farmacológico. Então é correto proibir tais pesquisas pelo simples fato do país que trabalha na investigação não ser o mesmo que detém de tais recursos em seu território?

Sabe-se que o Brasil possui aproximadamente 13% de todas as espécies de flora e fauna existentes no planeta. Apesar disso, ainda faltam identificar 90% deste potencial. O fato do país e principalmente da Amazônia possuir tal abundância de vida, também os torna alvo fácil de laboratórios, instituições e empresas que vêm para se apropriar dessas riquezas.

Infelizmente não dá para proibir que pessoas e empresas patenteiem conhecimentos tradicionais e recursos biológicos, mas se as normas estabelecidas na CDB fossem respeitadas e os lucros fossem repartidos corretamente, tudo seria mais justo e fácil, o que não acontece na maioria das vezes.

A solução seria o investimento em pesquisas, na biotecnologia, na catalogação das espécies e num controle territorial e de fiscalização mais eficientes. O desenvolvimento de uma indústria farmacêutica brasileira mais forte também colaboraria, na qual atuaria como uma fábrica de patentes de princípios ativos provindos da mata e remédios, mas beneficiando economicamente os povos da floresta e mantendo seus tradicionais saberes.

14/06/2010 Posted by | Opinião | | Deixe um comentário

Modernizou, misturou, formou…

Modernidade é uma conseqüência da própria formação cultural brasileira. Desde a época do descobrimento, a mistura, a adequação, absorção e integração de costumes e valores se fizeram presentes na raiz da nova colônia. O primeiro a habitar nosso chão já tinha uma visão antropofágica – devorar o inimigo e pegar dele o que há de melhor. Devorou-se. Misturou-se então.

O que se deve observar é que não é só uma mistura, é uma integração, uma combinação que arrisca ser quase perfeita. Em nenhum outro lugar se encontra tanta união de culturas, que acabam por se completando, e formando uma legião de valores. Gilberto Freire chamou isso de Hibridismo.

Mas calma, o povo brasileiro não é burro. Vamos sim importar valores, mas vamos transformá-los. E assim surge uma nação completamente aberta ao Modernismo, e conseqüentemente ao Antropofagismo. Essa “técnica” defendida ferozmente pelos modernos de 22 permeia até os dias atuais.

Tudo junto e misturado

É a cara do Brasil. Cores, credos, raças, costumes. Estilos de vida diferentes, convivendo sob um mesmo céu. A pátria amada ama mesmo a todos. Negros, brancos, índios… Os de samba e os de rock.

 É moderno, é antropofágico, é importado. É importante. Como já dizia Oswald de Andrade, “só o antropofagismo nos une”. Aqui tudo se completa, se dispõe, se integra. E olhe que graça, é na paz! Todos os Deuses, ou só o teu Deus, abençoe o povo brasileiro.

Érica Teles

 

03/12/2009 Posted by | Multiplicidade | , , , , | Deixe um comentário

“Não tinha teto, não tinha nada”, ou não…

Por Érica Cristine, Larissa Silva e Shismênia de Oliveira

O que para muitos não passa de um trecho de uma canção infantil, é a realidade de muitos brasileiros, que não têm casa e ocupam o espaço público. Os chamados moradores de rua improvisam moradias, e sustentam o teto de plástico com a esperança de uma vida melhor.

 O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) não inclui moradores de rua no censo, pois estes não possuem moradia fixa, e obter um número exato de pessoas nessa condição se torna um trabalho mais detalhado.

Segundo dados da Secretaria de Estado e Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), no último levantamento realizado entre janeiro e junho deste ano, dos 1.545 moradores de rua do DF, 64% eram adultos, 24% adolescentes e 12% eram crianças.

Vida sob lonas

Famílias se abrigam às margens da Via L4, em Brasília

Diariamente, agentes da Sedest  fazem rondas diárias em pontos críticos do Distrito Federal com o objetivo de convencer os moradores de rua a irem morar em um dos cinco abrigos públicos existentes na região.  Mas ninguém é obrigado a sair das ruas. “Os abrigos são piores, só tem o que não presta, pelo menos aqui a gente tá em família, e somos todos trabalhadores”, se defende Nilta Paiva dos Santos, 49.

 Além de conversarem sobre o abrigo, os assistentes sociais sugerem outros meios de se ganhar dinheiro. “Os catadores do Riacho Fundo que se associaram a cooperativas ganharam casas do governo”, explica a assessora de comunicação da secretaria, Marina Junqueira. Por outro lado a moradora que prefere ser chamada de Lúcia diz que eles apenas destroem as coisas e não trazem proposta de ajuda.  “Só tenho a ajuda de Deus para trabalhar”, afirma.

O Núcleo de Atendimento ao Migrante foi uma alternativa criada pela Secretaria para diminuir o número de moradores de rua. Ele se localiza na rodoferroviária e oferece passagens gratuitas para quem quiser voltar para a terra natal. O núcleo faz atendimento às pessoas que chegam a Brasília em busca de tratamentos de saúde, trabalho e documentação. Os migrantes ainda podem contar com serviço de orientação, acolhimento e abrigo.  “Na minha cidade só tem roça, e é melhor passar aperto na cidade do que no interior. Eu não quero voltar”, diz Joselita Socorro, 45, alagoana que mora há mais de seis anos na invasão de Taguatinga com suas cinco filhas.

Estadia provisória

Edinalva vive debaixo de lonas durante a semana por não poder pagar passagem todo dia de volta para casa.

A rua também é lar de quem tem casa, mas não tem dinheiro. Eles são considerados moradores de rua, por que vivem temporariamente debaixo de lonas. “De dia a gente tem que tirar a lona, por que se não a fiscalização tira. Mas quando chove a gente tem que colocar, mas mesmo assim, molha tudo”, desabafa Edinalva Oliveira. A catadora se aloja em barracos próximos à Universidade de Brasilia, e precisa caminhar todos os dias até o lago para lavar roupa e buscar água.

A moradora de Brasilinha, município próximo de Planaltina-DF, é casada e tem dois filhos. Segundo ela, na cidade em que mora não há opção de trabalho. “Eu não trabalho em Brasilinha porque lá é muito difícil de ter emprego, fico triste quando falta comida em casa. Lá você procura uma roupa pra lavar, uma faxina pra fazer e não acha”, desabafa. Ela paga R$ 100 de aluguel. “Eu pago meu aluguel com o dinheiro da reciclagem e meu marido também ajuda”, afirma. Segundo ela, gastar            R$ 8,50 de passagem todos os dias para ir e voltar para casa é praticamente impossível.

Edinalva saiu de Irecê, na Bahia, há dez anos e confessa ter vontade de voltar, mas não dá por falta de dinheiro. “Eu tenho móveis  em casa, a mudança ia ser muito cara. Na minha cidade passei aperto, mas sempre trabalhei. Lá as pessoas vivem do trabalho na roça, mas meus  filhos não querem voltar para lá, porque aqui têm emprego”, lembrou.  Ao ser questionada sobre as condições de vida na capital federal, a  catadora confessa que “na cidade não se passa fome, é melhor passar aperto aqui do que no interior. Em Irecê você tem que plantar, colher e viver daquilo. Aqui  já tem tudo pronto. O lixo da cidade é rico”. Sua amiga Nilta interrompe e diz que “Brasília é pai e mãe”.

Edinalva estudou até a 1ª série do ensino fundamental, e seu marido que lhe ensinou a escrever o nome. “Me incomodo de ter casa e ser vista como moradora de rua, mas tenho que trabalhar honestamente”, diz a catadora comovida. Sobre o fato de passar a semana nas ruas, debaixo de lonas em invasões, ela afirma que prefere ficar nesses lugares a ir para abrigos do governo. Segundo ela, os albergues não oferecem segurança alguma . “Os agentes da Sedest são agressivos e quando chegam aqui levam tudo, não querem nem saber”, conclui Edinalva.Por outro lado a secretaria diz que “Ate cesta básica eles levam”,e a assessoria da Sedest nega a denúncia.

Alternativa econômica

Gilson Bezerra sobrevive da venda de materiais recicláveis e mora na semana numa invasão de Taguatinga

Apesar da vida difícil das ruas, alguns preferem passar a semana nessa condição porque não têm dinheiro para pagar a passagem de volta para casa. Na invasão de Taguatinga, próxima ao Carrefour, moram cinco famílias que convivem em situações precárias. “Aqui não tem água, tem dia que não tem comida, perdi o meu filho ano passado, ele tinha oito meses”, conta Lúcia.

Em uma das cinco famílias está Gilson Bezerra, pai de dez filhos, e que apesar de possuir casa própria no Jardim Ingá-Go, se vê obrigado a passar a semana na invasão. “A passagem é muito cara, é melhor passar a semana aqui”, relata o catador. Durante esse período o trabalho dele é colher materiais recicláveis, como papelão e latinhas, e nos finais de semana vende artesanato junto com a esposa em feiras locais. “Queria aposentadoria, não me deram, não tenho a quem pedir, vou trabalhar enquanto der”, afirma. A renda que obtém como catador o auxilia em seu tratamento cardíaco, e frequentemente precisa ir ao médico. A consulta é particular, pois não conseguiu vaga na rede pública, e a cada visita Gilson precisa desembolsar R$ 190. O dinheiro ás vezes não é suficiente para cobrir todos os gastos, e ele precisa da ajuda das filhas. Três filhas vivem na invasão e são catadoras.

    Políticas de solução

Entre os benefícios que a Sedest oferece estão o Auxílio Aluguel, que ajuda quem não tem condições de pagar (embora o benefício dure apenas três meses), passagem de volta para a cidade natal e abrigo em albergues, como a Casa de Passagem “Conviver”, no Setor de Garagens Oficiais Norte. No local as famílias passam o dia e recebem alimentação e tratamento médico. São oferecidos ao todo, 26 programas sociais para retirar as pessoas das ruas.

 

 

 

Sem esmolas

A Sedest  afirma que a ação é difícil por que alguns moradores de rua  não aceitam os benefícios. Segundo a assessora de comunicação da secretaria, Marina Junqueira, a maioria deles prefere permanecer onde estão, pois alegam que ganham mais do que se estivessem em abrigos. Ela diz também que a população contribui para a permanência dessas pessoas em tais locais. “A comunidade ajuda, e assim eles preferem ficar lá”, completa a assessora. “As pessoas vêm aqui, e trazem comidas e roupas para a gente. Mas tem muita gente, e no final do ano os barracos aumentam”, confirma Joselita Socorro.

A prática do “esmero”

Com a intenção de praticar a inclusão social e o progresso da qualidade de vida dos moradores de rua, foi criada uma proposta em 2006: a Política Nacional para Inclusão Social da População em Situação de Rua. Ela tem por objetivo refletir a maneira de sobrevivência de tais moradores em áreas públicas, e tentar combater a desigualdade social, instituída pelo capitalismo. A exclusão traz danos morais, e facilita o desinteresse pelo trabalho, destrói laços familiares e comunitários. 

Feita pelo Grupo de Trabalho Interministerial (GTI), composto por alguns ministérios, como o Ministério de Desenvolvimento e Combate à Fome e Ministério do Trabalho e Emprego, além da Secretaria de Direitos Humanos, e representantes do Movimento Nacional de População de Rua (MNPR), a Política apresenta alguns princípios e diretrizes que elaboram a mudança da ação pública às questões da população.

Porém, a transparência dessas garantias não chega aos moradores. “Nunca ninguém veio aqui procurar a gente para arrumar emprego”, conta Gilson Bezerra. “A assistência social vem aqui só para fiscalizar e levar tudo que conseguimos no dia com a reciclagem”, desabafa o morador da invasão de Taguatinga. Apesar de haver o consentimento por parte do governo, os moradores reclamam da falta de incentivo. Alegam que fazem parte do Brasil, e merecem dignidade. “Na hora de votar é a gente que coloca eles, mas depois a gente não recebe nada em troca, só miséria”, diz Ednalva Oliveira.

30/11/2009 Posted by | Na Imprensa | , , | Deixe um comentário

All Star: Paixão Mundial

A história do All Star começou em 1908, na cidade norte-americana de Maldens, Massachusetts. Foi lá que o empresário Marquis Mills Converse abriu a “Converse Rubber Show Company”, empresa dedicada à produção de calçados de borracha.  Em 1910, a empresa já produzia cerca de 4 mil pares de sapatos por dia.  

Imagem: divulgação internet

Imagem: divulgação internet

Ícone da moda, o tênis All Star foi utilizado por personalidades como o ator James Dean, a Princesa Diana e o roqueiro Kurt Cobain. No mundo da música, o All Star é onipresente desde a década de 60: George Harrison usou um par de All Star preto no último show dos Beatles, em 1969; os pés punks dos Ramones e Sex Pistols viviam enfurnados em All Stars, assim como os do vocalista do Joy Division, Ian Curtis. Mais recentemente, o tênis compôs o visual dos meninos do Strokes e da cantora Avril Lavigne.   
 

Nando Reis escreveu a música “All Star” para a cantora e amiga Cássia Eller. A música foi lançada na voz de Cássia no álbum póstumo “Dez de Dezembro”, em 2002. A letra da música diz que “Seu All Star azul combina com meu preto de cano alto”. Cássia Eller morreu em dezembro de 2001, no auge do sucesso.

O All Star é vendido no Brasil desde a década de 1980. Hoje, os modelos mais vendidos são os clássicos de cano baixo preto, branco e vermelho. Existem mais de 1.200 modelos à venda no país. 

Em 100 anos de existência, o All Star já bateu a marca de 1 bilhão de pares de tênis vendidos em 160 países.

Ele está nos pés de todos: jovens, adultos, famosos, anônimos, apaixonados, roqueiros ou simplesmente de quem gosta de se sentir bem. Quem vai negar que um par de all star nunca fez parte de um momento da sua vida? Na minha ele já presenciou tanta coisa…

Fonte: Guia dos Curiosos : http://guiadoscuriosos.ig.com.br/categorias/4673/1/all-star.html

11/10/2009 Posted by | Multiplicidade | , , , | 1 Comentário

Entre notas musicais e jornalísticas

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Pâmela Alves nasceu em Passos-MG, no dia 13/06/1990. Mora em Sobradinho-DF desde os 15 anos, e tal mudança não foi muito fácil para ela. Como uma boa geminiana, é sensível, se magoa fácil, repara bastante nos defeitos alheios, é chorona e não se prende fácil às coisas novas.

É uma pessoa meio bipolar, então ao mesmo tempo em que está bem, fica mal do nada, ou seja, muda de humor muito facilmente. É ciumenta, possessiva, engraçada, fiel e confiável.

Talvez uma de suas características mais comuns seja se preocupar mais com os amigos do que com si mesma, e sempre querer e fazer de tudo para agradar aos outros.Mora com os pais e um irmão mais novo.

 Tem uma relação tranqüila com todos, embora ela e a mãe batam de frente às vezes, por serem parecidas em algumas coisas. Pâmela é um pouco cobrada em relação aos estudos, já que os pais acreditam que ela deve dar exemplo ao seu irmão. Por ter uma personalidade muito forte, algumas vezes ela tem a impressão de que seus familiares não têm uma imagem tão correta ao seu respeito, às suas idéias, mas para ela é só impressão.

Quando o assunto é futuro, ela não tem dúvidas sobre o que deseja. Pâmela é fascinada por duas coisas: Jornalismo e Música. Desde a 6ª série já falava em fazer Música, mas ao fim do ensino médio deveria fazer uma prova específica na UnB, e ela não sabia partitura. Nesse momento, a melodia dentro de Pâmela silenciou-se e deu espaço a uma nova expectativa: O Jornalismo.

Fez um semestre de Comunicação Social numa faculdade particular e, durante um trabalho que deveria fazer um documentário sobre pessoas invisíveis na sociedade, ela se apaixonou pelo Jornalismo e decidiu seguir aquilo. Mudou de faculdade, e agora se vê cada dia mais envolvida com a sua futura profissão. Há quem diga que ela ainda escreverá na Rolling Stones, a grande revista cultural, voltada principalmente para a música. Mas dentro do jornalismo, pretende fazer algo relacionado com investigação. Sim, ela é mesmo muito curiosa!

Embora o sonho de se tornar jornalista fale alto quase todo o tempo, Pâmela é louca por música, e por mais que ela tente se desligar desse mundo tão cheio de rimas e melodias, não consegue. Seu maior prazer é tocar para as pessoas, independente da quantidade de público. Ela se sente viva cantando. É como viajar nos sons, quando se senta e toca seu violão. “Pam”, como é conhecida por seus amigos, é mesmo bipolar, tem dois lados muito óbvios: Jornalismo é sua razão e a música, sua emoção.

 

PS: Uma breve homenagem à queridíssima amiga Pam.

06/10/2009 Posted by | Opinião | , , , , , | 1 Comentário