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Redes arrecadam R$ 290 mil com troco

Moedas deixadas por clientes ajudam no orçamento da Abrace e Fundação CDL. Apesar de sofrer resistência, projeto já muda rotina de instituições

Por Érica Teles

Solidariedade vale muito e custa pouco

Os centavos que sobram da conta do supermercado podem valer mais do que se imagina. Ao invés de acabarem no fundo da gaveta, podem ir para iniciativas como o “Troco Social”, que muda o destino das moedinhas que o cliente recebe no caixa. Apesar de existir desde 2009, o programa conta com poucos adeptos. A mãozinha da clientela solidária garantiu que fossem arrecadados mais de R$ 220 mil em 2010.

A ideia nasceu com uma rede de drogarias do Distrito Federal, que incentiva os clientes a doarem o que sobra das compras para instituições beneficentes. Dessa maneira, eles levam os produtos e deixam a solidariedade. As doações vão para a Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadora de Câncer e Hemopatia (Abrace) e para a Fundação CDL, instituída pela Câmara de Dirigentes Lojistas do DF, que cuida de crianças e adolescentes em situação de risco social.

A rede imaginou que, se os clientes doassem apenas o troco, o arrecadado já seria significativo, e a partir daí surgiu a campanha “Troco Social”. O valor doado é registrado em cupom não-fiscal, pois se trata de uma transação isenta de impostos, e repassado mensalmente às entidades. O projeto arrecadou em 14 meses aproximadamente R$ 290 mil, e segundo a gerente de Marketing do Grupo Rosário Distrital, Natália Silveira, 70% do arrecadado foram destinados à Abrace e 30%  à Fundação CDL.

De acordo com a assessora de comunicação da Abrace, Vanessa Vieira, até fevereiro deste ano, a associação já recebeu R$ 202.543,74. Ela afirma que o dinheiro foi usado na reforma e manutenção da Casa de Apoio, que hospeda pacientes que vêm de outros estados para tratamento, e na compra de um veículo novo para o transporte das crianças.

“Essa e todas as outras doações recebidas são de fundamental importância para a instituição, uma vez que ela tem seu trabalho mantido por doações da comunidade e de empresas”, esclarece Vanessa.

A conscientização

A operadora de caixa Taynan Porto, 20, trabalha em uma rede de supermercados que promove a mesma ação social, com o nome de “Troco Solidário”. Segundo ela, os funcionários sempre incentivam os clientes a doarem, mas alguns não acreditam na seriedade da iniciativa. “Eles pensam que fica para o dono do supermercado”, diz a funcionária. “A cada dez clientes com quem falo, só dois deixam a troco”, estima.

Entre os que acreditam na credibilidade do Troco Solidário, está o analista de sistemas Thiago Silva Santos, 20. Ele afirma que uma funcionária do supermercado o informou do projeto, e que agora deixa a contribuição a cada compra que faz, geralmente duas vezes por semana. Thiago diz que gosta de fazer doações pessoalmente, mas ajuda assim mesmo. “Não gosto muito de doar dessa maneira, prefiro ir diretamente à instituição, mas achei essa ideia criativa. Prefiro acreditar, mesmo sendo difícil”, explica o analista.

* Para mais informações a campanha da Drogaria Rosário,  acesse o site http://www.drogariarosario.com.br/menu/a-rosario/responsabilidade-social/

 

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06/04/2011 - Posted by | Na Imprensa

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