Horizonte de Palavras

Pois pensar não faz mal à ninguém…

Modernizou, misturou, formou…

Modernidade é uma conseqüência da própria formação cultural brasileira. Desde a época do descobrimento, a mistura, a adequação, absorção e integração de costumes e valores se fizeram presentes na raiz da nova colônia. O primeiro a habitar nosso chão já tinha uma visão antropofágica – devorar o inimigo e pegar dele o que há de melhor. Devorou-se. Misturou-se então.

O que se deve observar é que não é só uma mistura, é uma integração, uma combinação que arrisca ser quase perfeita. Em nenhum outro lugar se encontra tanta união de culturas, que acabam por se completando, e formando uma legião de valores. Gilberto Freire chamou isso de Hibridismo.

Mas calma, o povo brasileiro não é burro. Vamos sim importar valores, mas vamos transformá-los. E assim surge uma nação completamente aberta ao Modernismo, e conseqüentemente ao Antropofagismo. Essa “técnica” defendida ferozmente pelos modernos de 22 permeia até os dias atuais.

Tudo junto e misturado

É a cara do Brasil. Cores, credos, raças, costumes. Estilos de vida diferentes, convivendo sob um mesmo céu. A pátria amada ama mesmo a todos. Negros, brancos, índios… Os de samba e os de rock.

 É moderno, é antropofágico, é importado. É importante. Como já dizia Oswald de Andrade, “só o antropofagismo nos une”. Aqui tudo se completa, se dispõe, se integra. E olhe que graça, é na paz! Todos os Deuses, ou só o teu Deus, abençoe o povo brasileiro.

Érica Teles

 

03/12/2009 Publicado por ericateles | Multiplicidade | , , , , | Sem comentários ainda

“Não tinha teto, não tinha nada”, ou não…

Por Érica Cristine, Larissa Silva e Shismênia de Oliveira

O que para muitos não passa de um trecho de uma canção infantil, é a realidade de muitos brasileiros, que não têm casa e ocupam o espaço público. Os chamados moradores de rua improvisam moradias, e sustentam o teto de plástico com a esperança de uma vida melhor.

 O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) não inclui moradores de rua no censo, pois estes não possuem moradia fixa, e obter um número exato de pessoas nessa condição se torna um trabalho mais detalhado.

Segundo dados da Secretaria de Estado e Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), no último levantamento realizado entre janeiro e junho deste ano, dos 1.545 moradores de rua do DF, 64% eram adultos, 24% adolescentes e 12% eram crianças.

Vida sob lonas

Famílias se abrigam às margens da Via L4, em Brasília

Diariamente, agentes da Sedest  fazem rondas diárias em pontos críticos do Distrito Federal com o objetivo de convencer os moradores de rua a irem morar em um dos cinco abrigos públicos existentes na região.  Mas ninguém é obrigado a sair das ruas. “Os abrigos são piores, só tem o que não presta, pelo menos aqui a gente tá em família, e somos todos trabalhadores”, se defende Nilta Paiva dos Santos, 49.

 Além de conversarem sobre o abrigo, os assistentes sociais sugerem outros meios de se ganhar dinheiro. “Os catadores do Riacho Fundo que se associaram a cooperativas ganharam casas do governo”, explica a assessora de comunicação da secretaria, Marina Junqueira. Por outro lado a moradora que prefere ser chamada de Lúcia diz que eles apenas destroem as coisas e não trazem proposta de ajuda.  “Só tenho a ajuda de Deus para trabalhar”, afirma.

O Núcleo de Atendimento ao Migrante foi uma alternativa criada pela Secretaria para diminuir o número de moradores de rua. Ele se localiza na rodoferroviária e oferece passagens gratuitas para quem quiser voltar para a terra natal. O núcleo faz atendimento às pessoas que chegam a Brasília em busca de tratamentos de saúde, trabalho e documentação. Os migrantes ainda podem contar com serviço de orientação, acolhimento e abrigo.  “Na minha cidade só tem roça, e é melhor passar aperto na cidade do que no interior. Eu não quero voltar”, diz Joselita Socorro, 45, alagoana que mora há mais de seis anos na invasão de Taguatinga com suas cinco filhas.

Estadia provisória

Edinalva vive debaixo de lonas durante a semana por não poder pagar passagem todo dia de volta para casa.

A rua também é lar de quem tem casa, mas não tem dinheiro. Eles são considerados moradores de rua, por que vivem temporariamente debaixo de lonas. “De dia a gente tem que tirar a lona, por que se não a fiscalização tira. Mas quando chove a gente tem que colocar, mas mesmo assim, molha tudo”, desabafa Edinalva Oliveira. A catadora se aloja em barracos próximos à Universidade de Brasilia, e precisa caminhar todos os dias até o lago para lavar roupa e buscar água.

A moradora de Brasilinha, município próximo de Planaltina-DF, é casada e tem dois filhos. Segundo ela, na cidade em que mora não há opção de trabalho. “Eu não trabalho em Brasilinha porque lá é muito difícil de ter emprego, fico triste quando falta comida em casa. Lá você procura uma roupa pra lavar, uma faxina pra fazer e não acha”, desabafa. Ela paga R$ 100 de aluguel. “Eu pago meu aluguel com o dinheiro da reciclagem e meu marido também ajuda”, afirma. Segundo ela, gastar            R$ 8,50 de passagem todos os dias para ir e voltar para casa é praticamente impossível.

Edinalva saiu de Irecê, na Bahia, há dez anos e confessa ter vontade de voltar, mas não dá por falta de dinheiro. “Eu tenho móveis  em casa, a mudança ia ser muito cara. Na minha cidade passei aperto, mas sempre trabalhei. Lá as pessoas vivem do trabalho na roça, mas meus  filhos não querem voltar para lá, porque aqui têm emprego”, lembrou.  Ao ser questionada sobre as condições de vida na capital federal, a  catadora confessa que “na cidade não se passa fome, é melhor passar aperto aqui do que no interior. Em Irecê você tem que plantar, colher e viver daquilo. Aqui  já tem tudo pronto. O lixo da cidade é rico”. Sua amiga Nilta interrompe e diz que “Brasília é pai e mãe”.

Edinalva estudou até a 1ª série do ensino fundamental, e seu marido que lhe ensinou a escrever o nome. “Me incomodo de ter casa e ser vista como moradora de rua, mas tenho que trabalhar honestamente”, diz a catadora comovida. Sobre o fato de passar a semana nas ruas, debaixo de lonas em invasões, ela afirma que prefere ficar nesses lugares a ir para abrigos do governo. Segundo ela, os albergues não oferecem segurança alguma . “Os agentes da Sedest são agressivos e quando chegam aqui levam tudo, não querem nem saber”, conclui Edinalva.Por outro lado a secretaria diz que “Ate cesta básica eles levam”,e a assessoria da Sedest nega a denúncia.

Alternativa econômica

Gilson Bezerra sobrevive da venda de materiais recicláveis e mora na semana numa invasão de Taguatinga

O trabalho informal faz parte da rotina dessas pessoas e os ajuda a pagar as contas do mês. “A gente vende o material de quinze em quinze dias, às vezes até mensalmente, e dependendo do trabalho dá para ganhar uns 300 reais”, conta Gilson Bezerra, 43.

Apesar da vida difícil das ruas, alguns preferem passar a semana nessa condição porque não têm dinheiro para pagar a passagem de volta para casa. Na invasão de Taguatinga, próxima ao Carrefour, moram cinco famílias que convivem em situações precárias. “Aqui não tem água, tem dia que não tem comida, perdi o meu filho ano passado, ele tinha oito meses”, conta Lúcia.

Em uma das cinco famílias está Gilson Bezerra, pai de dez filhos, e que apesar de possuir casa própria no Jardim Ingá-Go, se vê obrigado a passar a semana na invasão. “A passagem é muito cara, é melhor passar a semana aqui”, relata o catador. Durante esse período o trabalho dele é colher materiais recicláveis, como papelão e latinhas, e nos finais de semana vende artesanato junto com a esposa em feiras locais. “Queria aposentadoria, não me deram, não tenho a quem pedir, vou trabalhar enquanto der”, afirma. A renda que obtém como catador o auxilia em seu tratamento cardíaco, e frequentemente precisa ir ao médico. A consulta é particular, pois não conseguiu vaga na rede pública, e a cada visita Gilson precisa desembolsar R$ 190. O dinheiro ás vezes não é suficiente para cobrir todos os gastos, e ele precisa da ajuda das filhas. Três filhas vivem na invasão e são catadoras.

    Políticas de solução

Entre os benefícios que a Sedest oferece estão o Auxílio Aluguel, que ajuda quem não tem condições de pagar (embora o benefício dure apenas três meses), passagem de volta para a cidade natal e abrigo em albergues, como a Casa de Passagem “Conviver”, no Setor de Garagens Oficiais Norte. No local as famílias passam o dia e recebem alimentação e tratamento médico. São oferecidos ao todo, 26 programas sociais para retirar as pessoas das ruas.

 

 

 

Sem esmolas

A Sedest  afirma que a ação é difícil por que alguns moradores de rua  não aceitam os benefícios. Segundo a assessora de comunicação da secretaria, Marina Junqueira, a maioria deles prefere permanecer onde estão, pois alegam que ganham mais do que se estivessem em abrigos. Ela diz também que a população contribui para a permanência dessas pessoas em tais locais. “A comunidade ajuda, e assim eles preferem ficar lá”, completa a assessora. “As pessoas vêm aqui, e trazem comidas e roupas para a gente. Mas tem muita gente, e no final do ano os barracos aumentam”, confirma Joselita Socorro.

A prática do “esmero”

Com a intenção de praticar a inclusão social e o progresso da qualidade de vida dos moradores de rua, foi criada uma proposta em 2006: a Política Nacional para Inclusão Social da População em Situação de Rua. Ela tem por objetivo refletir a maneira de sobrevivência de tais moradores em áreas públicas, e tentar combater a desigualdade social, instituída pelo capitalismo. A exclusão traz danos morais, e facilita o desinteresse pelo trabalho, destrói laços familiares e comunitários. 

Feita pelo Grupo de Trabalho Interministerial (GTI), composto por alguns ministérios, como o Ministério de Desenvolvimento e Combate à Fome e Ministério do Trabalho e Emprego, além da Secretaria de Direitos Humanos, e representantes do Movimento Nacional de População de Rua (MNPR), a Política apresenta alguns princípios e diretrizes que elaboram a mudança da ação pública às questões da população.

Porém, a transparência dessas garantias não chega aos moradores. “Nunca ninguém veio aqui procurar a gente para arrumar emprego”, conta Gilson Bezerra. “A assistência social vem aqui só para fiscalizar e levar tudo que conseguimos no dia com a reciclagem”, desabafa o morador da invasão de Taguatinga. Apesar de haver o consentimento por parte do governo, os moradores reclamam da falta de incentivo. Alegam que fazem parte do Brasil, e merecem dignidade. “Na hora de votar é a gente que coloca eles, mas depois a gente não recebe nada em troca, só miséria”, diz Ednalva Oliveira.

30/11/2009 Publicado por ericateles | Na Imprensa | , , | Sem comentários ainda

All Star: Paixão Mundial

A história do All Star começou em 1908, na cidade norte-americana de Maldens, Massachusetts. Foi lá que o empresário Marquis Mills Converse abriu a “Converse Rubber Show Company”, empresa dedicada à produção de calçados de borracha.  Em 1910, a empresa já produzia cerca de 4 mil pares de sapatos por dia.  

Imagem: divulgação internet

Imagem: divulgação internet

Ícone da moda, o tênis All Star foi utilizado por personalidades como o ator James Dean, a Princesa Diana e o roqueiro Kurt Cobain. No mundo da música, o All Star é onipresente desde a década de 60: George Harrison usou um par de All Star preto no último show dos Beatles, em 1969; os pés punks dos Ramones e Sex Pistols viviam enfurnados em All Stars, assim como os do vocalista do Joy Division, Ian Curtis. Mais recentemente, o tênis compôs o visual dos meninos do Strokes e da cantora Avril Lavigne.   
 

Nando Reis escreveu a música “All Star” para a cantora e amiga Cássia Eller. A música foi lançada na voz de Cássia no álbum póstumo “Dez de Dezembro”, em 2002. A letra da música diz que “Seu All Star azul combina com meu preto de cano alto”. Cássia Eller morreu em dezembro de 2001, no auge do sucesso.

O All Star é vendido no Brasil desde a década de 1980. Hoje, os modelos mais vendidos são os clássicos de cano baixo preto, branco e vermelho. Existem mais de 1.200 modelos à venda no país. 

Em 100 anos de existência, o All Star já bateu a marca de 1 bilhão de pares de tênis vendidos em 160 países.

Ele está nos pés de todos: jovens, adultos, famosos, anônimos, apaixonados, roqueiros ou simplesmente de quem gosta de se sentir bem. Quem vai negar que um par de all star nunca fez parte de um momento da sua vida? Na minha ele já presenciou tanta coisa…

Fonte: Guia dos Curiosos : http://guiadoscuriosos.ig.com.br/categorias/4673/1/all-star.html

11/10/2009 Publicado por ericateles | Multiplicidade | , , , | 1 Comentário

Entre notas musicais e jornalísticas

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Pâmela Alves nasceu em Passos-MG, no dia 13/06/1990. Mora em Sobradinho-DF desde os 15 anos, e tal mudança não foi muito fácil para ela. Como uma boa geminiana, é sensível, se magoa fácil, repara bastante nos defeitos alheios, é chorona e não se prende fácil às coisas novas.

É uma pessoa meio bipolar, então ao mesmo tempo em que está bem, fica mal do nada, ou seja, muda de humor muito facilmente. É ciumenta, possessiva, engraçada, fiel e confiável.

Talvez uma de suas características mais comuns seja se preocupar mais com os amigos do que com si mesma, e sempre querer e fazer de tudo para agradar aos outros.Mora com os pais e um irmão mais novo.

 Tem uma relação tranqüila com todos, embora ela e a mãe batam de frente às vezes, por serem parecidas em algumas coisas. Pâmela é um pouco cobrada em relação aos estudos, já que os pais acreditam que ela deve dar exemplo ao seu irmão. Por ter uma personalidade muito forte, algumas vezes ela tem a impressão de que seus familiares não têm uma imagem tão correta ao seu respeito, às suas idéias, mas para ela é só impressão.

Quando o assunto é futuro, ela não tem dúvidas sobre o que deseja. Pâmela é fascinada por duas coisas: Jornalismo e Música. Desde a 6ª série já falava em fazer Música, mas ao fim do ensino médio deveria fazer uma prova específica na UnB, e ela não sabia partitura. Nesse momento, a melodia dentro de Pâmela silenciou-se e deu espaço a uma nova expectativa: O Jornalismo.

Fez um semestre de Comunicação Social numa faculdade particular e, durante um trabalho que deveria fazer um documentário sobre pessoas invisíveis na sociedade, ela se apaixonou pelo Jornalismo e decidiu seguir aquilo. Mudou de faculdade, e agora se vê cada dia mais envolvida com a sua futura profissão. Há quem diga que ela ainda escreverá na Rolling Stones, a grande revista cultural, voltada principalmente para a música. Mas dentro do jornalismo, pretende fazer algo relacionado com investigação. Sim, ela é mesmo muito curiosa!

Embora o sonho de se tornar jornalista fale alto quase todo o tempo, Pâmela é louca por música, e por mais que ela tente se desligar desse mundo tão cheio de rimas e melodias, não consegue. Seu maior prazer é tocar para as pessoas, independente da quantidade de público. Ela se sente viva cantando. É como viajar nos sons, quando se senta e toca seu violão. “Pam”, como é conhecida por seus amigos, é mesmo bipolar, tem dois lados muito óbvios: Jornalismo é sua razão e a música, sua emoção.

 

PS: Uma breve homenagem à queridíssima amiga Pam.

06/10/2009 Publicado por ericateles | Opinião | , , , , , | 1 Comentário

E na sua tristeza, sorria!

Dias de chuva sempre nos fazem pensar mais, seja em pessoas ou coisas cotidianas ( não que essas pessoas não sejam cotidianas), seja em sentimentos ou palavras proferidas. Hoje tentei achar uma ligação entre pensar, sentir e ouvir e acabei me deparando com um vídeo que mostra tudo. A música “Smile” de Charles Chaplin possui uma letra bonita e encorajadora, que tenta te mostrar motivos para simplesmente sorrir.

Então lembrei de outro fato: já se passaram 2 meses sem o astro pop Michael Jackson, que faz uma falta danada. O mundo perdeu um pouco do brilho. Acho que ninguém vai criar mais nada na música como ele criou.  A canção ficou ainda mais bela na voz de MJ. Eureca! Consegui juntar tudo, Chaplin + Michael Jackson + pensar, sentir e ouvir.

Deu nisso!

SORRIA
Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu
Você sobreviverá…

Se você apenas sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã

Você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas…

Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas…

Se você sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir…

Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir

25/08/2009 Publicado por ericateles | Pensadores: Poesia da Vida | , , , , , , | Sem comentários ainda

Só depende de nós

Começar o dia com as palavras sábias de Chaplin é como procurar uma razão pra não reclamar de todas as coisas. Cada um faz da sua vida aquilo que deseja, obviamente, mas ela ser boa ou ruim é de sua própria  responsabilidade. Ao ler este poema, percebi que a vida não é mais do que escolhas, certas ou erradas, mas escolhas…

 

 ”Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.”

Charles Chaplin

23/08/2009 Publicado por ericateles | Pensadores: Poesia da Vida | , , , , | 1 Comentário

Wonderwall

Minhas manhãs não foram as mesmas durante o mês de julho. Sobrou muito tempo pra pensar em “coisas e pessoas inúteis” (ou não). Como Anna Nalick em “Breathe” , “o inverno não foi minha melhor estação”. E todas as lembranças foram regadas a boa música, pois drama sem trilha sonora não é a mesma coisa. Ouvi muito Oasis, e nenhuma música fala mais por mim do que “Wonderwall”, seja pela melodia envolvente, seja pela letra tão “desabafante”.

Simplesmente por que “existem muitas coisas que eu gostaria de te dizer,
mas não sei como
“.

Hoje será o dia
Que eles vão jogar tudo de volta em você
Por enquanto você já deveria, de algum modo,
Ter percebido o que deve fazer
Não acredito que ninguém
Sinta o mesmo que eu sinto por você agora

Andam dizendo por aí
Que o fogo no seu coração apagou
Tenho certeza que você já ouviu tudo isso antes
Mas você nunca tinha uma dúvida
Não acredito que ninguém
Sinta o mesmo que eu sinto por você agora

E todas as estradas que temos que percorrer são tortuosas
E todas as luzes que nos levam até lá nos cegam
Existem muitas coisas que eu
Gostaria de te dizer
Mas não sei como

Porque talvez
Você vai ser aquela que me salva
E no final de tudo
Você é meu muro das maravilhas

Hoje seria o dia
Mas eles nunca vão jogar aquilo em você
Por enquanto você já deveria, de algum modo
Ter percebido o que você não deve fazer
Não acredito que ninguém
Sinta o mesmo que eu sinto
Por você agora

Todas as estradas que levam a você até lá são tortuosas
Todas as luzes que iluminam o caminho nos cegam
Existem muitas coisas que eu gostaria de te dizer
Mas não sei como

04/08/2009 Publicado por ericateles | Multiplicidade | , , , , , | Sem comentários ainda

Entre os Muros da Escola

Não é de hoje que sabemos que a relação aluno-professor não é fácil. A escola é  uma das primeiras noções de sociedade que conhecemos, e sempre surgem dificuldades de convivência. O longa-metragem francês “Entre os Muros da Escola”, baseado em livro homônimo de François Bégaudeau (que interpreta a si próprio),  relata as experiências de um professor de literatura em uma escola de ensino médio na periferia de Paris.

O filme (que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2008) do diretor Laurent Cantet, aborda de forma realista os desafios de se conviver com diferentes pessoas dentro da sala de aula.

Filme inspirado no livro de François Bégaudeau

Filme inspirado no livro de François Bégaudeau

Lá estudam jovens de diferentes nacionalidades, causando sempre um choque de costumes e percepções do mundo. François mostra de forma crua, a visão francesa das diferenças culturais dentro do limite de uma turma escolar, e não impõem nenhuma “boa moral”.

No meio de tanta divergência de opiniões, o professor age apenas como um ser humano normal, sujeito a falhas, querendo a muito custo ensinar algo de bom aos seus alunos. Não são apenas lições de gramática, mas também de vida.

É possível identificar vários estereótipos dentro da história, que não deixa de ser uma fotografia da realidade. Existe o bagunceiro, o brigão, a representante de turma, o tímido etc. Todos eles tem uma história de vida pra contar, mesmo tendo entre 13 e 15 anos, como no trabalho de autorretrato sugerido pelo professor.

O elenco foi todo composto por atores não profissionais, os estudantes e os professores. É como dizer que os alunos interpretaram a si mesmos, mas dentro de um roteiro programado, embora em muitos momentos, a improvisação fosse aceita, dando mais veracidade às filmagens.

“Entre os Muros da Escola” mostra a missão de um professor, que deseja quebrar as barreiras entre quem dá aula e quem assiste, porque nem sempre é o aluno quem aprende. Com um texto sutil, direto e claro, o filme envolve quem reservou duas horinhas de seu dia pra ver o diário de uma turma de adolescentes, e acabou se surpreendendo com tanta realidade, percebendo que o mundo cabe sim dentro de uma sala de aula.

Assita. Fica a dica!

29/07/2009 Publicado por ericateles | Opinião | , , , , , , , , | 1 Comentário

A ordem das coisas…da vida

Ao assistir pela milésima vez  O Curioso Caso de Benjamin Button (Warner Bros/Paramount Pictures, 2009), fiquei pensando sobre um texto de Chaplin que fala exatamente da ordem de como decorre a vida.

E ao meu ver, seria ótimo se tudo acontecesse dessa forma…

” A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?”

Charles Chaplin

 

28/07/2009 Publicado por ericateles | Pensadores: Poesia da Vida | , , , , | Sem comentários ainda

Charles Chaplin: Razão e Emoção

Aprendi a apreciar uma pessoa que infelizmente não está mais aqui, mas continua surpreendendo as gerações tão sedentas de  sabedoria e amor. Belas palavras e pensamentos concretos constituem suas obras.

Há um tempinho tenho lido seus textos, que são a mais pura descrição de como ser alguém melhor. Cada dia o aprecio mais:

Charles Chaplin.

Começa aqui uma série de posts sobre esse gênio da dramaturgia, cinema e por que não da vida?

Agora é com ele…

Até a próxima…

Texto: Quando me Amei de verdade, Chales Chaplin

Texto: Quando me Amei de verdade, Chales Chaplin

23/07/2009 Publicado por ericateles | Pensadores: Poesia da Vida | , , , , , , | 3 Comentários